sábado, 4 de junho de 2011

Lembranças

Fiquei de tal forma embevecida com uma lembrança boa que me chegou de maneira inesperada, que não consegui postar na hora.
Acho que fiquei enamorada com as lembranças... e foi muito bom!
Há muito que eu não assistia ao programa Sr Brasil, da tv Cultura.
Quinta-feira passada, saindo do habitual, resolvi ligar a tv e enquanto o sono não chegava, fui ficando.
Nem sabia que o programa tinha mudado de terça-feira para quinta. Gosto demais deste programa. Dos causos contados pelo Boldrin, da boa música nas belas vozes de talentos às vezes desconhecidos, gosto do cenário adornado pelo artesanato produzido por mãos tão habilidosas.
E foi ali, numa conversa do Rolando que me chegou a surpresa. Ele estava relatando que o nome de alguns artistas que havia conhecido no passado, quando disse mais ou menos isto: “Eu ia numa barbearia ali na rua Tupi, quando conheci...
Nem ouvi o resto. A barbearia da rua Tupi era de meu pai!
Imediatamente me lembrei de meu pai falando do Rolando, falando do Raul Cortez que também era freguês da barbearia.
Durante muitas décadas ali fora, além do local de trabalho de meu pai, uma parte de sua vida.
Lamento ser na época uma adolescente que não dera a menor atenção àquele fato, contado com tanta discrição pelo meu pai, que estivera em seu estabelecimento o respeitado Rolando. Era uma época em que eu estava interessada nos Menudos.
Já vai para mais de vinte anos que ele morreu e para mim, o tempo foi transformando dor em lembranças, mas também apagando muitas coisas da memória.
Ouvir “a barbearia da rua Tupi”, reviveu em mim o homem austero, sempre de paletó, manuseando sua navalha e tesoura que depois se transformou no homem engraçado, cozinheiro que tinha um galo garnisé sempre ao colo como bicho de estimação!

6 comentários:

Ivani disse...

Olha só Ana, que interessante!
Fico imaginando sua reação quando ouviu o nome da barbearia de seu pai.
Que lindo!
Na adolescência a gente não dá mesmo muito valor ao que interessa aos mais velhos. Dá vontade de voltar no tempo, não é?
Que linda lembrança. Beijos, bom fim de semana.

Patricia disse...

Nossa Ana que emoção!
Tb sinto muito por não ter dado valor a muitas coisas na minha adolescência.
Grande beijo

Angi disse...

Ana!
que máximo,que emoção!
Lembranças são muito boas, e adoro galo garnisé!rs
Tem selinhos prá ti lá no blog!
beijão para vcs!
vida simples, vivida em paz!!
Angi

Doces Abobrinhas disse...

O tempo faz dessas coisas! E estamosmaqui para evoluir! Um bj doce e boa semana
Roberta
www.docesabobrinhas.com

Chris Ferreira disse...

Oi Ana Paula,
que delícia reviver esses momentos. Que legal mesmo ouvir falar da barbearia do seu pai assim no ar. Imagino a emoção.
beijos
Chris
http://inventandocomamamae.blogspot.com/

Liten disse...

Que emocionate Ana!

Amei a história e adorei reviver os momentos com você!!

Beijocas