domingo, 2 de dezembro de 2012

O moço da lista telefônica


Dezembro chegou e com ele a lembrança de que logo no começo de janeiro, o moço da lista telefônica estará batendo à minha porta.
Sem floreios - não gosto do moço da lista telefônica.
Minha memória visual não me permite saber se o moço que estará à minha frente é o mesmo do ano passado, porém minha memória auditiva é certeira: ele sempre pede uma "caixinha"para tomar um guaraná porque o sol está de rachar.
Acho um abuso.
Vem aqui uma vez por ano, entrega um objeto praticamente sem valor ou utilidade e ainda quer que eu lhe pague um guaraná?
Durante o transcorrer deste ano não utilizei a lista uma vez sequer. Peguei-a nas mãos apenas para tirar o pó que se acumulava.
E pensar que eu já usei muitas e muitas vezes a lista, ou melhor as listas.

Naquela época,  o moço realmente merecia um guaraná por carregar enormes e grossas listas - a de assinantes, a de endereços e as páginas amarelas. Que peso!
Começava o ano, chegavam as listas. 
Começava a escola e a gente já ia se apaixonando por um menino mais velho que estava no colegial.
Por sorte na nossa turma sempre tinha alguém com uma irmã mais velha que estava lá sala do colegial.
 - Descobre o sobrenome dele? Ah! Por favor vai.
 - Tá bom, mas tem que esperar algum professor que faça a chamada pelo nome completo.

 - Galo. O sobrenome é Galo.
Na volta da escola, lá estávamos com o nariz enfiado nas letras e números miúdos da lista.
Mas, tem um monte de Galo...
Dia seguinte:
 - Ah! Por favor, descobre o nome do pai dele?
Íamos da lista de assinantes para a de endereços com muita destreza e claro que depois de tanta investigação, nós ligávamos para a casa do sujeito em questão só para ouvir a sua voz. Não tinha identificador de chamadas!
Hoje, professor não faz chamada; é chip em uniforme, catraca eletrônica com senha e é mais eficaz consultar a internet do que abrir a lista; os telefones mudam a todo momento e identificam chamadas, então...
Eu não vou dar um troco pro guaraná do moço da lista.
Aliás, você usou a lista telefônica este ano?

14 comentários:

Dama de Cinzas disse...

Muito legal seu post... rs. Eu também não tenho a menor paciência para essa gente que passa lista de natal. Eu no meu emprego se passar uma corro o risco de ser mandanda embora. Então não costumo coloborar com nenhuma... rs.

E a relação com a lista telefônica mudou muito mesmo. Gostei desse passeio pelo tempo.. rs

Obrigada pela sua visita.

Beijocas

#*Marly Bastos*# disse...

kkkkkkkkkkkkk Eu também não usei lista telefônica e no ano passado, deixaram uma pilha de lista telefônica la na portaria e pegava quem queria.Eu não quis, isso é inútil nos dias de hoje, onde a maioria das pessoas usam celulares e não usam telefone fixo e pra saber de algum comercial a gente usa a internet.
O moço da lista vai amargar a boca e passar sede se for pelo seu trocado né? kkkkkkkkkkk
Adorei, vc ainda lembra dessas coisas, eu nem me atino pra isso. Acho que ando meio insensível e por aqui tem as doações para a "pobre Raquelzinha, que vive numa creche. É uma órfã linda e inteligente que quer um apadrinhamento". Tem uns 10 anos que a Raquelzinha luta pra arranhar esse padrinho para bancá-la, daqui a pouco estará na maioridade...
bjks doces Ana.

Blog do Óbvio - Manoel disse...

Ana Paula, nooooossa! Aqui em Taubaté eles andam empurrando um carrinho com as listas telefônicas. Sempre pedem uma ajudazinha e ainda obrigam a gente a guardar a lista em nossa casa. Eles é que deveriam pagar para depositar a lista aqui.
As listas de hoje, se a gente precisar, é capaz que os telefones da polícia e Corpo de Bombeiros estejam errados ou desatualizados.
Aquela lista a que você se referiu era feita pelo jornal O Estado de São Paulo.
Tinha tudo e a gente descobria tudo nelas. As páginas amarelas eram mais confiáveis que o "tio Google".
Era muito mais romântico descobrir o telefone da menina bonita por artifícios. A gente ligava. Se a mãe dela atendesse a gente perguntava por ela e inventava qualquer nome. Ela atendia e a gente só ficava escutando e imaginando aquela belezinha que até falar, falava, rs.
Se o pai dela atendesse a gente desligava imediatamente, kkk!
Ana, gostei dos recuerdos!
E o português da Padaria! A gente ligava e perguntava se tinha pão amanhecido. Ele dizia que sim. Então a gente perguntava quantos tinha. Ele pedia para aguardar um instante que ia contar quantos tinha. Passado um tempo ele voltava e dizia (por exemplo), tem 20 pães. Aí a gente dizia: Bem feito. Quem mandou fazer pãezinhos a mais!
Para quem conhecesse poucos palavrões, era só ficar escutando o padeiro, que iria aprender muitos, rs...rs.
Como era bom ser criança, né?
Beijo
Manoel

✿ chica disse...

És demais. Verdade, não. usamos mais as tais listas...


M<as vale a guaraná pelo peso que eles carregam o dia todo!! beijos,linda semana!chica

Alê Lemos disse...

Pagar o guaraná eu nao pagava não, mas sempre ofereço agua rsss. Não usei tb nao. hoje em dia é só procurar o facebook da pessoa rsss. Eu vi outro blog esse ano que comemorou 3 anos e depois parou de produzir, nao sei quem era nao.

Carolina Lima disse...

Ana,
não usei lista telefônica e nem dicionário. Hoje tudo é jogado no google.

Tina Bau Couto disse...

Por aqui já não se distribui mais listas telefônica.
As de lá da casa de minha mãe eram mto úteis para embrulhar coisas, colocar no chão do viveiro (sim meus pais criavam pássaros em gaiolas). E eles não pediam nada, verdade seja dita.
Meu carinho e desejo de uma semana com gosto de Fanta laranja :)

Liliane de Paula disse...

Ana Paula, seleciono demais a quem dou presente no final do ano.
Nao gratifico pq faz um trabalho qu eh de sua obrigacao. Se eu nao passo "caixinha" por fazer meu trabalho medico, nao admito que alguem o faca.

Lacorrilha disse...

Olha o finório. E um copinho de água, não vai? Eheh

.maysa. disse...

Ai Ana Paula toda vez que entro no seu blog me vem lembraças... Meu Deus que nostalgia!! rs

Beeeijos querida

Lorena Viana, disse...

Ana quantas recordações. Quando a tecnologia não era tão avançada, sempre recorria as listas telefônicas e já me apaixonei e até liguei, era tudo tão mágico, tão encantador! Saudade desse tempo.

Hoje em dia é quase impossível eu usar lista e um dia desses minha tia estava com uma, pesquisando!

Hoje em dia é mais fácil recorrer a facebook, ao google.

Beijos no ♥!
Um lindo e iluminado mês.
Lorena Viana

Kellen Bittencourt disse...

kkkkkkkkk definitivamente não usei a lista Ana, e tbém achei um abuso o moço aproveitar p fazer uma caixinha, se ele faz isso de casa em casa imagina o lucro no final do dia rsrrs mas hj em dia acho que a lista realmente não é mais usada como na nossa época de adolescentes! Bjoooss e ótima semana!

Das coisas que vejo e gosto. disse...

Oi Ana!!!

Uma delícia de postagem!!!!

Meu Deus! Eu fui lá no passado agora... Lembrei de tanta coisa.

Eu não uso lista desde 2010. E nem recebo mais.

Beijos!

Selma

Chris Ferreira disse...

OI Ana, muito legal esse post.
Nossa, é mesmo o ano já passou e as listas já estão aí para todo os lados. Eu não gosto nada dessas listas.
beijos
Chris
http://inventandocomamamae.blogspot.com/