segunda-feira, 5 de agosto de 2013

A falta de educação



São quase nove e meia da noite e eu me sentei para escrever sobre o monopólio facebook.
Fomos assolados por um barulho de vidro quebrando. Corri para olhar e tudo o que vi foi uma caixa de papelão jogada em frente a minha casa e várias lâmpadas fluorescentes quebradas.

As fotos aí de cima, eu fiz alguns dias atrás. Caixas com dúzias de lâmpadas estavam encostadas no muro de um hipermercado, na entrada de seu depósito.
Fui reclamar com o hipermercado e eles me garantiram que aquelas lâmpadas não eram deles, mas que mandariam recolher. Demoraram e as fotos sinalizam o que foi feito com as lâmpadas. 
Levei a máquina com as fotos e mostrei para os gerentes. Mandaram tirar de lá.

Neste final de semana, novamente caixas no mesmo lugar, com o mesmo material e agora estão quebradas em frente de casa.

Quando eu penso que o assunto meio ambiente, ecologia, reciclagem está saturado, que ninguém mais aguenta falar nisso, vejo que muitos ainda precisam ouvir, falar.
A começar pelos fabricantes das tais lâmpadas que se disponibilizassem vários, muitos locais para recolhimento desse material que é altamente contaminante por causa do mercúrio e fizesse propaganda pesada, facilitaria muito.

A tal história do "não fui eu"e vai-se empurrando até onde pode, até um sem noção pegar as lâmpadas e sair quebrando, ou pior usar como arma, como já aconteceu em São Paulo.

A educação nas casas, nas escolas está falha; não deveríamos ter lixo pelas ruas.
Agora é catar os estilhaços e colocar no lixo comum, o que é errado, mas se já é difícil recolherem um lâmpada inteira o que dizer de estilhaços?

12 comentários:

Tina Bau Couto disse...

Um caco os maus habitos, as transferências de responsabilidades, o descaso, a falta de civilidadade. Catemos, descartados corretamente, pensando no meio ambiente e nos garis e catadores, reclamemos, eduquemos nossas crianças e adolescentes e oremos.

Beth/Lilás disse...

Ai, Ana Paula, estamos numa sociedade com sérios problemas, fragmentada como estas lâmpadas jogadas em seu terreno!
Só a Educação poderá nos salvar, mas não vejo nem sinal de alguma mudança.
A linda poesia de sua amiga Tina acima é o que devemos pôr em prática, pois não temos mais que esperar pelo poder público.
um forte abraço carioca


Dama de Cinzas disse...

Nesse ponto sou educada demais e preocupada demais. Sou incapaz de jogar um pedaço de papel na rua, mas isso é quase da minha personalidade.

Beijocas

Patricia disse...

Q tristeza!
E assim como acontece na sua casa, acontece em tantos outros lugares.
Nosso trabalho a gente faz e ensinar isso aos nossos filhos, mas na nossa família mesmo tem gente que não dá a mínima importância.
Espero que as próximas gerações se preocupem mais com o próximo.
bjs

✿ chica disse...

Infelizmente todos acham que o outro vai fazer e deve fazer, mas eles nada fazem. Assim com a falta de respeito e educação o que sobra aos nossos olhos são cenas destas! beijos,chica

Tina Bau Couto disse...

*descartados era descartemos, digitar no celular brigando com a auto-"correção" não é para mim :)

Moro em um Kinder Ovo disse...

O problema é sempre do outro, ninguém assume a responsabilidade do ato ou diz "foi só desta vez". Agora é tempo de mexerica e esta semana gritei com o motorista do carro ao lado que estava jogando as cascas na rua. Ficou lá, plantado, de boca aberta e es espero sinceramente que ele se lembre sempre desta louca a gritar.

Li disse...

Ana Paula,

A falta de educação parece ser cada dia maior, não é?!
Quanto ao recolhimento desses materiais tóxicos (lâmpadas de qualquer tipo não devem ser jogadas no lixo comum e grandes lojas de material de construção tem (ou deveriam ter) lixos próprios para esse fim. Cabe ao consumidor levar até uma dessas lojas e pedir para que o lixo seja recolhido conforme as normas do fabricante (isso é lei, é obrigatório!). Assim como medicamentos e termômetros devem ser levados a uma farmácia (que fará o descarte corretamente). Aqui em casa funciona muito bem. Sempre que temos medicamentos vencidos (líquido ou comprimido) e termômetros que não funcionam mais ou estão quebrados, levamos para farmácias (já levamos numas 3 e sempre fomos bem atendidos). O fato é que alguns atendentes não sabem, aí a gente pede para falar com o farmacêutico responsável e ele sempre pega o medicamento de primeira. Também funciona com a gente o descarte de lâmpadas em grandes lojas de material de construção. Se for uma loja desse tipo na frente da sua casa, vale fazer uma denúncia!

Beijos!!!

Lívia.

JAN disse...

Oi Ana Paula!
Tenho feito a minha parte... tenho aqui em casa um "baldão de lixo tóxico" onde jogo, inclusive (de acordo com lista obtida no site da prefeitura municipal de Curitiba)lâmpadas fluorescentes de uso doméstico. Mensalmente, um caminhão da prefeitura recolhe, pesa, cadastra, tudo 'bonitinho'... eu só não sei o que é feito daquilo;-)
Bem, eu faço minha parte, pois entendo que o planeta começa aqui em casa;-)

Abração
Jan

Rovênia disse...

Olá, Ana, passando para dar um olá. O homem a cada dia mata o planeta. Ele resistirá até quando? Um abraço.

Imaculada disse...

'Querida Ana Paula!
É muito triste ver situações assim...
e o pior é que são adultos que fazem isso e a criança segue exemplos.
Escolas, famílias e crianças precisam fazer em conjunto um trabalho de conscientização...
é difícil educar um povo mas vale
mas vale muito pensar sobre sobre isso.
Abraços! Boa noite e um lindo amanhecer pra ti.

Marly de Bastos disse...

Infelizmente é isso, falamos em ecologia, mas jogamos lixo nas ruas, estacionamos no gramado, deixamos para o outro separar o lixo [é complicado isso pra nós], o óleo que vai para o esgoto, cacos de vidros sem proteção que se joga no lixo comum... Depois reclamamos do governo pelos boeiros entupidos e inundações. De mananciais secos ou poluídos pelos desmatamentos e claro quando não se sabe o que fazer com o lixo, jogamos na frente da casa dos outros e fazemos que não é conosco...
Triste,mas a realidade de uma sociedade sem educação mesmo [e hipócrita].
bjkas doces Ana.