quinta-feira, 9 de maio de 2013

Coincidências

Quarta-feira é um dia atribulado por aqui. Frutas, legumes e verduras com vantagens extras no mercado.
Vou cedo, porque se passar das oito e meia tenho que revirar tanta casca de alho para encontrar uma cabeça que vou aproveitar para desabafar: ô pessoal que gosta de tirar casca de alho ali no mercado. E de cebola também.
Enquanto tranco o portão vou falando pro filho colocar meias porque está muito frio e avisando o cachorro que ele não poderá ir, ao mesmo tempo vou olhando para a rua para em seguida atravessá-la.
Entre chavear, falar de meias, convencer o cachorro e ir atravessando, vejo alguma coisa no meio da rua; algo de vestir. Ah! Deve ser algum mendigo, que a gente ajuda e olha só - jogam fora, no meio da rua.
Por sorte o preço do tomate baixou, mas nem dá vontade de comprar, tão feios estão.
Volto para casa cabisbaixa, ombros arqueados pelo peso das sacolas, pelo preço pesado de tudo e por tudo isso os passos quase se arrastam.
Atravesso tão lento a rua, com o olhar tão tocando o chão que vou me aproximando daquele pedaço de roupa que o mendigo deve ter jogado fora.
À medida que me aproximo, uma curiosidade engraçada que chega a me fazer rir por dentro, ocorre. Aquilo ali no meio da rua parece com uma meia da minha filha!
Que coisa engraçada, vou pensando. Alguém que tem uma meia igualzinha à da minha filha. Começo a imaginar a fábrica confeccionando milhares de pares igualzinhos e eles vêm parar aqui na minha rua.
Claro que tive um insigth. Isso vai dar um post para o blog. Título: coincidências.
Com dificuldade devido às sacolas, mas com sorte por não estar passando nenhum carro, abaixo e pego "aquilo".
Digo "aquilo" porque se encontrava tão comprimida no pequeno vão entre um paralelepípedo e outro, naquele espaço em que a vida vegetal insiste em se mostrar e tão amassada. Também pudera: estava justamente na faixa de subida dos carros que seguem para o colégio. São muitos. Todos eles devem ter passado exatamente por cima daquilo.
Nem guardei as compras. Fui cuidadosamente descompactanto, puxando lentamente a pontinha da meia.
Estava dura. Deve ter sido muitos pneus.


Parei de achar graça. Fui abrir as gavetas, revirei a roupa que estava de molho no tanque e foi no cesto de roupas sujas que eu encontrei uma meia igualzinha a esta e sozinha.
Não aquilo não podia estar acontecendo comigo.
Que meus filhos são lindinhos, umas gracinhas e que têm o pé sempre sujo, isso eu não escondo de ninguém:



Mas daí a terem meias alçadas ao meio da rua. Isso foi demais para mim.

14 comentários:

✿ chica disse...

rsssssss...Vai ver foi o cachorro que pegou e largou na rua. Por CERTO, não foi a Júlia,nem o Bernardo,rs...

Adorei te ler e ver o pé, bem "limpinho", como o de boa criança que brinca deve ser!!!


beijos,chica

sonia tolfo disse...

Adorei tua postagem, a meia e o pé sujinho!
Abraço!
Sonia

Flávia Brito disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkk... que situação inusitada hiem Ana Paula. A medida que foi contando fui imaginando a cena. Muito bom! Mas quer saber, meias são mesmo um mistério, não entendo como um dos pares sempre somem misteriosamente e olha só ode vão parar... rsrsrs

Beijos!!!

Blog do Óbvio - Manoel disse...

Ana Paula, kkkkk! Faz parte, minha filha! Tá certo que tem que ser conversado, mas sem tolerância zero, não é?
Eu tenho que ser compreensivo porque nos meus 4 anos de idade e depois aos 8 anos, eu coloquei fogo na nossa casa. Apenas e tão somente para ver como era (é assustador, rs!).
Eu sempre apanhei bastante (e acho que merecia porque não guardei mágoas disso), mas nesses dias do incêndio achei que fossem me "matar", kkk! Pois sabe que não aconteceu nada! Fiquei até preocupado esperando coisa pior, mas... até hoje...nada!
Não fosse o Corpo de Bombeiros de São Bernardo do Campo, tínhamos perdido tudo. Graças a eles a "brincadeira" ficou só na garagem e na área de serviço (que nas casas antigas eram bem grandes).
Então, o Manoel adverte: Converse com a Jú com moderação!
Beijo
Manoel

Dama de Cinzas disse...

Boa história! Vc escreve bem, parece um conto seus posts.

Beijocas

Moro em um Kinder Ovo disse...

E encontrou a explicação para esta história da "meia voadora"? Qualquer que seja o motivo aposto que vamos dar boas risadas. E aproveita a dica e canta com eles a música do boi voador do Chico. E pode substituir boi por meia que vai ficar muito engraçado:

Quem foi, quem foi
Que falou no boi voador
Manda prender esse boi
Seja esse boi o que for

O boi ainda dá bode
Qual é a do boi que revoa
Boi realmente não pode
Voar à toa

É fora, é fora, é fora
É fora da lei, é fora do ar
É fora, é fora, é fora
Segura esse boi
Proibido voar

Tina Bau Couto disse...

Eu tentei aqui fazer mil suposições que explicassem a meia na rua, sem culpar Júlia, Bernardo e o cachorro e como ontem por lá falei em Monteiro Lobato, pode ter sido o Saci. Eu acho que foi isso :)

Patricia disse...

Adorei!!!
E a meia foi resgatada. rs

bjs

Ivani disse...

Oi Ana, essas coincidências deixam a gente meio inquieta né? como pode?
Certa vez eu vi uma blusa de meu marido em um mendigo, em Osasco.
Era ela, porque eu havia feito um reparo no cotovelo, com corino, e não tinha ficado lá essas coisas.
Até então tudo bem, porque poderia ter doado. Mas não!
Tinha sido roubada do varal, com mais algumas peças.
Fiquei olhando, olhando, e resolvi que não devia falar nada.
Ele precisava mais. Mas podia ter pedido né?
Bom, voce sabia que o Manoel foi incendiário? nossa, que loucura?
Ainda bem que passou essa mania doida dele!
Beijos querida, adorei voltar aqui.

Claudia disse...

Ana querida
Adorei seu post!
Estava com saudades...
Adoro seus textos
Eu tbe sempre acho que o que me acontece pode virar um post...rsrsr
Querida, adorei sua visita la no blog.
Desejo um super feliz dia das mães!!
Grande beijo no seu coração

REINVENTANDO disse...

Achei seu post bastante engraçado..no meio das atribuições do dia a dia, seu olhar conseguiu captar a meia, a curiosidade vez revirar a casa e descobrir que era da sua filha!!
ótimo post. Abraços.Sandra

Rovênia disse...

Que sorte... achou a meia! Foi o cachorro que levou? Rsrsrs ... Brincadeirinha, amiga, sei como criança é fogo! Mas me diverti com a história e aproveito, ainda dá tempo, de te desejar ótimos dias das mães - que são todos os dias mesmo!

Alê Lemos disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkk crianças fazendo arte. só pode!

EdeEtienne disse...

Quando eu era pequena, não entendia como era que minha mãe descobria tudo... eu achava que ela tinha super-poderes! Sua filha deve estar se perguntando a mesma coisa... rsrsrs.