segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Hospice



Eu desconhecia esta palavra - hospice.
Usada na Idade Média para designar hospedagem de monges e peregrinos, hoje significa muito mais que um lugar. Significa uma filosofia de cuidados integrais - físico, mental e espiritual para pacientes com doenças graves e sem possibilidade de cura.
Muitos de nós conhecemos as casas de apoio a pacientes com câncer, principalmente crianças que vêem de outras regiões para tratamento longo e passam a morar nestas casas. Campanhas de grandes redes de fast food arrecadam e fazem doações para manter estas casas de apoio funcionando e talvez por isso sejam mais conhecidas.
O primeiro hospice inaugurado em Itaquera, bairro de São Paulo, visa atender crianças em fase terminal que não precisam ficar no hospital. Precisam de cuidados paliativos para a dor, mas podem receber estes cuidados num ambiente com menos rigor em relação a horários e visitas como são os hospitais. 
Ali a criança e a família terão apoio para esta fase tão difícil.
Pudera não ser preciso iniciativas como esta. Pudera...

Queria mesmo divulgar o conceito, a filosofia, o nome. Sabendo como funciona, havendo possibilidade de um livro infantil, um bilhetinho para a mãe, o pai, um sorriso.

Se quiser conhecer a matéria, que relata inclusive uma atitude do executivo da empresa de produtos de limpeza Ipê, que doou a quantia em poupança após perder um filho com câncer, clique aqui para ler.

"O sofrimento humano suscita de compaixão, inspira respeito e, a seu modo, intimida. Nele efetivamente, está contida a grandeza de um mistério específico". ( João Paulo II )

4 comentários:

✿ chica disse...

Ana Paula, não conhecia essa palavra e fico triste cada vez que ouço ou vejo essa doença atacando e quando se trata de crianças, mais ainda. Pena! mas a iniciativa é ótima.Dá mais dignidade às famílias e doentes. Gostei de ver a atitude dos pais, que perderam o filho de 11 anos, que ajudam a proporcionar aos outros, um fim mais digno. Emociona ler isso tudo e pensar que estamos em nossas casas, brincando, rindo, e ali do outro lado da rua, podem haver casos assim! PENA!! bjs,chica

Tina Bau Couto disse...

Não conhecia a palavra, a filosofia, a prática.

Que seja mais dita, que seja mais praticada :)

Tina Bau Couto disse...

Mínimos
Preocupantemente poucos
Os comentários
:(
Para palavra pouco conhecida
Realidade muito sofrida e prática tão humana, caridosa

manofernandes disse...

Ana Paula, isso é muito bonito. Aqui em Taubaté temos diversas "casas" nas imediações do hospital que prestam esse serviço gratuito. Todas trabalham com voluntários compromissados com o trabalho e as casas funcionam também como um hotel para as famílias dos doentes. Essas casas atendem pessoas da região do Vale do Paraíba, sendo que nossos hospitais aqui são regionais. A gente não sabe exatamente que patrocina o funcionamento disso tudo mas é muita gente contribuindo e ajudando. O gostoso é no natal a gente participar da festinha das crianças e entregar os presentes. A gente esquece que estão doentes e o objetivo é esse mesmo. São normais e tem essa anomalia. Eu acho que todos poderiam dar uma ajuda para essas obras. A gente não precisa ter que perder alguém da família para enxergar a tristeza que é não ter recursos para cuidar das crianças.
Beijo,
Manoel - Blog do Óbvio