quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

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Este é um detalhe que gosto de apreciar nas casas: a caixa de correspondências.
Pouco utilizada hoje, quase ganhando status de caixa de contas...
Alegrei-me em saber através de postagens e comentários em blogs que muitas pessoas escrevem cartas!
Há quem até aprendeu um outro idioma para se corresponder; há quem garanta que para certos assuntos não adianta e-mail nem twitter e sim uma boa carta, com mais de uma página!
Quero falar aos meus filhos que já houve um tempo em que era possível fazer uma coisa muito feia: abrir cartas alheias com o vapor da chaleira e também os envelopes eram fechados com uma lambida longa, comprida, de uma extremidade a outra e ficava-se na boca com um gosto misturado de ansiedade com saudade.

6 comentários:

✿ chica disse...

Ana Paula, também gosto muito dessas antigas... As dos prédios são apenas caixas, retangulares, sem graça e pior, cheias de contas( quando não há greves de correios,chegam!!)

E lembro bem daquele tempo das cartas.Era legal e já senti o gostinho da cola nos lábios,rs...bjs,chica

Ana Bailune disse...

Eram os primórdios dos crackers e hackers: os bicos das chaleiras!
Bom dia!

Tina Bau Couto disse...

Adoro velhas e novas caixas de correios, adoro mandar e receber cartas, cartões, postais.
Tenho um telegrama dos tempos dos telegramas, guardo como um tesouro.

Bicos de chaleiras e as vezes aberturas com rasgos e a desculpa esfarrapada de: Achei que era para mim.

Meu avô peralta intercedia a chegada de correspondência, minha avó e mãe se espantavam de o carteiro não passar a dias, reclamavam, gesticulavam, rendia papo para o dia todo.
Ele escondia as cartas e ficava insuflando a indignação delas e se divertindo com seu mal feito.
Ai resolvia dar. O carteiro chegava, ele que esperava na varanda interceptava mais uma vez ele mesmo tocava a campainha e anunciava:
O carteiro! O carteiro! Elas vinha esbaforidas e ele juntava as cartas entregues as outras mais antigas e dava nas mãos das duas ansiosas que viravam as costas e nós cúmplices da janelas que davam para a varanda olhávamos para ele que suspendia os braços e sorria, como quem dizia: Peguei elas de novo!

Selma Helena. disse...

Ana, que bela imagem acompanhada de um texto saudoso de um tempo booommmm....

Seu projeto é lindo e estou amando!

Beijos!!!!

Moro em um Kinder Ovo disse...

Você sabe que ando apaixonada por cartas, enfeitadinhas e cheirosas. São inesquecíveis. E diga ao menino de coração azul que em nossa casa vamos tratar o time adversário com respeito. E a resposta será dada no campo, com um placar que vai mostrar a raça dos nossos guerreiros. E mais, quando quiser, ele é meu convidado para conhecer a casa do nosso time, com direito a visita na toca dos heróis.

pensandoemfamilia disse...

Gostei do que li por aqui. Gosto de crônicas.
Agradeço e retribuo a sua visita. Certamente voltarei por aqui.
bjs