sexta-feira, 4 de março de 2011

Fronteiras



Como conseguiste diluir minhas fronteiras
assim com tamanha delicadeza
que eu não percebi?

Havia a fronteira da sonolência
que se aninhava em meus olhos
e a vigília das estrelas
na noite escura
E agora não mais sei
se durmo ou estou desperta
quando tu chegas


Enquanto eu pisava nas folhas
amareladas pelo outono
você caminhava por entre flores
inalando o início da primavera
O que aconteceu com a distância
dos continentes que nos separava
se te sinto ao meu lado
aconchegada pelo teu calor?

A minha pele era um escudo
E agora se funde na tua
assim, tão simplesmente assim

Havia o pensar
meu pensar estava imundado
por perguntas esperando respostas
As perguntas findaram
não anseio pelas respostas

E os marcadores do tempo?
O relógio, o calendário
a minha idade que me dizia
o tempo disto já passou
Tu me mostraste a existência
O tempo não cabe nela

Eu acreditava fazer poesias
Buscava com esforço a inspiração
na vida
Minha vida agora é uma eterna poesia

Não há mais fronteiras
em nosso olhar
nos nossos lábios
Agora existimos
simplesmente existimos

2 comentários:

Ivani disse...

Olá, como foi seu carnaval?
Não entendo de poesia, entendo apenas do que gosto ou não de ler.
Então digo que gostei de ler esses versos, entendi o recado e achei bastante romântico.
Acredito que isso basta, afinal não precisamos entender de tudo, né?
Beijo

Ana Paula disse...

Ivani, você entende mais de poesias do que realmente acredita!!! Beijos