terça-feira, 23 de agosto de 2011

Orientação profissional


Tentando sintonizar meu rádio, que é totalmente analógico, com chiados, antena quebrada, peguei ao acaso um comentário, não sei onde, não sei de quem, muito interessante!
Falava-se qual seria a melhor idade para falar aos filhos sobre orientação profissional.
O narrador dizia-se não se sentir confortável em dar uma resposta em números, ou seja, uma idade ideal, visto que conhecia pais que falavam de tudo com os filhos assim que estes deixavam as fraldas e outros deixavam até sentirem um amadurecimento ou o momento propício para a tal conversa sobre rumos profissionais.
Ao invés de falar em conversa, achava melhor falar de exemplos.
Citou então sua experiência aliada com pesquisas e foi aí que eu achei interessante.
O pai ou mãe ( ou ambos) que chegam em casa reclamando do trabalho, do chefe ou dos colegas constantemente, passam, pelo exemplo, uma mensagem negativa de que trabalhar é algo ruim, sofrível.
Muitos jovens, segundo pesquisas, protelam o ingresso no mercado de trabalho, sob a desculpa de fazer mais um curso, outra especialização e seguem estudando, com um medo interiorizado pelas experiências negativas dos pais.
Confesso nunca ter pensado a respeito, não tenho uma opinião formada quanto a esta influência, que segundo este narrador, se for positiva, muitas vezes levam os filhos a escolherem a carreira dos pais.
Já pensaram a respeito?

4 comentários:

✿ chica disse...

isso é bem verdade mesmo! Os pais podems ser portadores de mensagens ditas ou "mostradas"...beijos,chica

Débora disse...

Oi Ana!
Esse é um aspecto que eu ainda não havia pensado, mas faz sentido.
O exemplo é a melhor ou "pior" forma de ensinar.
Bj

Patricia disse...

Eu tb não havia pensado nisso, mas faz todo o sentido.
Somos exemplos para eles, muitos filhos de médicos acabam escolhendo a carreira do pai (ou mãe) por ver a paixão com que o pai atua na sua profissão.
Vou conversar com o marido e mudar algumas coisas aqui em casa! rs
bjs

Su disse...

Oi moça, eu penso assim, se meu filho me vê feliz indo para o trabalho, voltando dele e falando sobre a minha profissão, sem dúvida isso vai gerar nele um sentimento positivo no que diz respeito a "trabalho", Já com relação a orientação profissional, entendo que devemos ser cuidadosos em estimular, incentivar, etc... mas não determinar, mesmo que sem querer o que não fomo e queremos que nossos filhos sejam. Eu acredito que algumas crianças nascem com certas tendências "profissionais", algumas habilidades maiores em determinadas áreas, mas só com o tempo, com a formação escolar de base, depois mais próximos da adolescência é que as coisas vão naturalmente ganhando o seu lugar devido. Tenho um filho de 14 anos, percebo que ele tem grandes habilidades em desenhar, escrever, ler e apreender informações, mas não o pressiono em querer saber o que ele vai estudar na faculdade, apenas tento orientá-lo em alguns aspectos dos estudos que ele tem hoje. Quero que ele se sinta muito livre para escolher o que quiser e ser feliz em sua escolha.

Beijos e ótimo questionamento provocado pelo seu post.

Su.