quarta-feira, 29 de agosto de 2012

A saga da grama

A saga da grama ou também o título desta postagem poderia ser "sem tempo".
Ando um tanto sem tempo para o blog e o blogs amigos como gostaria. Quero me explicar.
Quem acompanha este blog há mais tempo sabe que eu morava anteriormente em um prédio cujo banheiro ficava defronte para a rua.


Eu desejava uma casa ensoralada com um jardim e banheiro discreto.
E então eu me mudei. E a casa é ensolarada. E tem um jardim!
Aí começam os problemas.
A grama escolhida pelo marido não foi da melhor qualidade. Ela começou a apresentar um crescimento descomunal. Era preciso cortá-la todos os domingos, fizesse chuva ou sol.

neste domingo estava chovendo

Marido disse que aquilo não podia continuar. Aonde estava a nossa qualidade de vida? A cada final de senama se aproximando, ele já ficava estressado. Gostava apenas das segundas, terças e quartas-feiras.
Eu, que não sou de plantas, nem flores, fui me apegando àquela grama.


Marido me pedia que arrancasse aquelas plantinhas intrusas que ali nasciam.
Simplesmente não conseguia.
Nem é trevo de quatro folhas - ele dizia.
Não me importo, não faço discriminação só porque ele tem uma folha a menos - eu retrucava


Num final de tarde chuvoso, entregaram a nova grama. Pilhas de quadrados verdes foram colocados no quintal para que no dia seguinte a grama crescedeira fosse removida.
Fiquei triste. Muito triste.
Primeiro porque o barro desprendido daquela nova grama se espalhou por todo o quintal deixando-o alaranjado. Fato que se estendeu para o meu edredon na  forma de patas caninas absolutamente sujas.
Então desejei que a chuva parasse para secar aquela lamaçal. E ela parou. Já faz mais de um mês que não chove.
E por causa da ausência da chuva e que estou com ausência de tempo. Marido recomenda expressamente que a grama seja molhada, aguada senão morre.
Tem que aguar pela manhã. Ouvir os índices de umidade relativa do ar, que se estiverem muito baixos, requer outra mangueirada na parte da tarde e nunca esquecer de regar antes de dormir. Não é bom encharcar, mas também não deve regar com pouca água.
Passo os dias a regar, a saber da umidade do ar, a fazer simpatias para que chova e a grama não morra.
Em meio a este caos, notícias boas: ganhei dois sorteios nos blogs amigos: da Aleska e da Ana Virgínia.
Então, o carteiro veio entregar o presente. Adoro receber a visita do carteiro, mas sei que ele é sempre apressado, por isso eu gritei para o filho ir atendê-lo, já que eu estava impossibilitada.
Filho obediente vai depressa: pisoteia a grama que acabou de ser regada... mas traz o pacote.


Quando vou colocar a meia na máquina de lavar, ela se recusa dizendo que não vai se mexer se eu colocar "aquilo" ali dentro.
Tenho que lavar na mão. O tempo vai escasseando.

O principal não contei: aquela grama antiga era povoada de lesmas. À noite, via o luar refletido em seus pequenos corpos. Quando chovia ( e sabe que com a grama antiga chovia muito ) elas ficavam estacionadas na minha varanda. Eram muitas, mas eu me afeiçoei a uma, a Edith.


Edith era dócil, poética. Ensinou-me a ver a vida de um outro angulo.
Ajudou-me a treinar técnica fotográfica com o objeto em movimento, no caso ela se movimentava e eu fotografava.
Edith era uma amiga.
Agora ela se foi. E nesta nova grama não há sequer um ser assim.
Dias desses, veio uma lesma na alface e eu logo transportei-a para a nova grama. Não deu certo, encontrei-a ressequida.
Com tudo isto acontecendo, ainda tenho que lidar com a ausência da Edith.
Assim que chover, tudo ficará melhor e eu terei mais tempo.
Preciso ir. Já está na hora de regar a grama. Hoje a umidade está baixa.






11 comentários:

✿ chica disse...

rsss..Isso é realmente uma saga!!! muito legal te ler e pobre edithe!!! Até ela!!! ADOREI!! E estou aqui numa outra saga. Um Laptop( do maridão) foi pro saco e estou reformatando com ajuda do filho lá da Inglaterrra. E o skype, claro. Ele disse que na próxima encarnação quer vir filósofo, aí não precisará me ensinar computação...rs beijos,chica

Patricia disse...

Muito bom! Adorei sua saga!!
E São Pedro nada de ajudar a pobre graminha recém comprada.
Não deixe de compartilhar como está indo a grama nova, e quem sabe, quando a umidade aumentar as lesmas não voltem? rs
bjs

Ahh, parabéns pelos sorteios que ganhou, não chove mas vc está com sorte. rs
Deve ter sido o trevo de 3 folhas que ajudou. : )

Tina Bau Couto disse...

Menina, eu que pensei que grama pegava que nem piolho e saia crescendo e se cortava sozinha com as pisadelas.
Nem sabia que tinha espécies monstras que cresciam de um final de semana para o outro e nem que novas gramas, chiques e sem Edites precisam der tanta molhação.
A parte que mais me doeu foram as meias do Bernardo e a imagem que vc não postou mas pude visualizar com exatidão das patas lameadas por td edredom, nossa senhora do vanish e senhor omo que te ajudem.
Pe Fábio fala muito sobre o aprendizado com plantios e colheitas, não me recordo de nada sobre gramas, mas vale a tentativa de te animar:
“Hoje, neste tempo que é seu, o futuro está sendo plantado (no seu caso regado). As escolhas que você procura (ou que seu marido procurou), os amigos que você cultiva, (a grama) as leituras que você faz, os valores que você abraça, os amores que você ama, tudo será determinante para a colheita futura”
Que vc colha uma grama fresquinha e de crescimento lento, onde Edites venham te visitar qd em vez, piqueniques sejam feitos, cheirinho de mato exale no fim de tarde e mangueiras molhem a grama, os cachorros, crianças.
Que tal bolhinhas de sabão, sacudidas de mangueira e uma foto para um post :)

#*Marly Bastos*# disse...

Plantinhas dão um trabalhão né? Mas depois quando firmar bem no solo acaba essa história de lamaçal. E tudo verdinho é bom demais, só tenho nojo demais de lesmas e por isso tirei o gramado do meu quintal.
beijokas doces e boa regada nas plantas.
Enviei convite para você, pois decidi restringir o acesso ao meu blog e nao queria que ficasse de fora.

Rafaella disse...

hahahahaahahhahaha
Bem que podia ter uma grama meio termo né, que não precisasse regar tanto e que não crescesse tão rápido rsrs...
Então boa sorte ;)
Bjs

lis disse...

Oi Ana
Quisera eu ter um jardim com grama fosse de que tipo fosse! saudade de uma antiga casa com grama ,árvores, piscina e muito trabalho.
Hoje moro num apartamento, que monotonia!
Lamento a ausência da chuva e da Edith.Todas duas indispensáveis!rs
Também estou a nao ter muito tempo para os blogs.
Demoro pra voltar e faço tão sem organização, assim aleatoriamente que esqueço quem nao queria esquecer e visito quem nao precisava tanto rsrs será que só acontece comigo?rs e o pior de tudo é que só estou conseguindo acessar a noite , tem dias que a insonia ajuda, outros o sono me vence...vai entender!!
Ana , gosto muito de ler seus textos, me despertam e são excelentes.Obrigada e desculpe escrever muito.
É que demoro aparecer, aí a prosa fica mais longa.
beijinhos

Adriana Engelmeyer Bouzan Lopes disse...

Adorei a Edith........kkkkk.....Ai Ana...adoro vc escrevendo até da grama......

Kellen Bittencourt disse...

kkkkkkk amei Ana, isso dá uma novela, a Grama da Ana Paula e sua Edith, imaginei até um desenho para essa história, e o maridão lá no meio da grama entre os cortadores enquanto vc acaricia a lesma, kkk hilário, boa sorte com a nova grama! Bjooosss

disse...

Fiquei com pena da outra grama, tão cheia de vida, tão independente.
Vou torcer por uma chuvinha, melhor pra todos nós :)

CV Love disse...

=) O que me ri com a sua saga! =DD Tadinha da grama!

Ivana disse...

Ana
Espero que tudo se ajeite, rsss
Aí choveu o suficiente, pelo jeito mais que o suficiente para sua grama, e aqui nada de chuva!
Mas, espero que sua nova grama não estresse tanto o marido, e que tudo se normalize, e volte a blogar e visitar os amigos como sempre, beijinhos